Estiagem e nível do Rio Paranaíba prejudicam pesca em Santa Vitória

Share This:

O Rio Paranaíba, que é um dos principais de Minas Gerais, está enfrentando a pior seca dos últimos anos. A margem recuou aproximadamente dois metros e mexeu com a economia do município de Santa Vitória, onde moradores têm como principal atividade a pesca.

O secretário de Aquicultura e Pesca de Santa Vitoria, Maurício Martins, afirmou que devido à falta de chuva, a reprodução de peixes está prejudicada. “A água baixa do reservatório desencadeia vários fatores na questão aquática do peixe no ciclo natural de produção, o peixe tem dificuldades em alcançar lugares para desovar,” disse.

Ainda segundo o secretário, a situação faz com que muitas espécies de peixes desapareçam. “Tinha a espécie de jaú, pirapitinga, dourado, são tipos de peixes nativos que estão ficando extintos no rio devido a água abaixa que faz com que os peixes não consigam reproduzir,” afirmou.

Além disso, no Reservatório da Usina de São Simão, que fica na divisa dos Estados de Minas Gerais e Goiás, o nível da água no final de outubro do ano passado estava em 40,34% e no mesmo período este ano não chegou a 13%.

Maurício afirmou que no lago da hidrelétrica de São Simão os pescadores tiravam em média 80 toneladas por mês que rendia cerca de R$ 800 mil e hoje caiu para 30 toneladas, rendendo R$ 300 mil. Uma perda de aproximadamente R$ 500 mil mensais para a economia dos pescadores.

Até o mês de março a pesca está proibida devido a piracema e o pescador Cristofer Alexandre da Silva afirmou que neste ano não conseguiu estocar peixes como no ano passado. “Conseguia estocar até 350 kg de peixe durante para passar a piracema, agora não consegui estocar nem 100 kg e tenho que andar cerca de 100 km para conseguir pescar para o sustento, apenas,” afirmou.

Para coordenador de Aquicultura e Pesca da cidade, Rivelino Barsanufo de Paula, a estratégia é implantar a reprodução de peixe em cativeiro visualizando a alta produtividade, pois ao contrário a atividade vai ter que ser parada e em consequência disso, vira o desemprego.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo protegido!!