Manifestantes fecham trecho da BR-365 por cerca de 1h30 próximo a Ituiutaba

Share This:

m grupo de manifestantes fechou a BR-365 próximo a Ituiutaba na manhã desta segunda-feira (7). A rodovia foi interditada nos dois sentidos e um grande congestionamento se formou. Segundo as informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que acompanhou o ato para garantir a segurança dos usuários, a manifestação iniciou por volta das 7h30.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Uberlândia também foi acionada para dar apoio na ocorrência e informou que a rodovia foi interditada pelos credores da massa falida do Grupo João Lyra e ex-trabalhadadores da Usina Triálcool, que reivindicam os pagamentos em atraso após falência de empresas.

O administrador judicial da massa falida das usinas, José Luiz Lindoso, enviou nota sobre a manifestação afirmando que não há atraso uma vez que o processo de pagamento já está se iniciando, e que o tempo de processamento dos referidos pagamentos é perfeitamente normal considerando que compreende mais de 18.000 pessoas em vários estados. Confira abaixo nota na íntegra.

O protesto ocorreu na altura do km 762 no entroncamento com a rodovia estadual MG-154, cuja rodovia que dá acesso às cidades de Canápolis e Capinópolis também foi impactada pela interdição. O congestionamento atingiu cerca de dois quilômetros de extensão até por volta das 8h45 e, às 9h, os manifestantes liberaram as rodovias.

Falência e leilões

A falência das usinas pertencentes ao grupo, incluindo as sediadas em Canápolis e Capinópolis, foi decretada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) em 2014. Mas a empresa tentava se recuperar judicialmente desde 2008, acumulando uma dívida bilionária. Em outubro de 2015, foi determinado pela Justiça que as usinas fossem leiloadas.

A Usina Vale do Paranaíba, em Capinópolis, tem uma área total de 3.210 hectares e foi avaliada em R$ 206.358.000. A capacidade de moagem é de 1,7 milhão de toneladas de cana por safra. A unidade foi vendida para o Grupo Japungu, que atua no ramo do açúcar e do etanol e tem usinas na Paraíba (PB) e em Goiás (GO).

A Usina Triálcool, localizada em Canápolis, foi avaliada em R$ 233.043.700 com uma área total superior a 6 mil hectares e capacidade de moagem de 1,8 milhão de toneladas de cana por safra. Ela foi arrematada por R$ 133.826.220 pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

Ainda em 2014, trabalhadores das usinas começaram a reivindicar os salários atrasados na região. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canápolis chegou a informar, na época, que quase mil pessoas estavam aguardando o recebimento das verbas rescisórias.

Nota na íntegra

“No que tange a manifestação ocorrida na data de hoje, apesar de compreender a angústia dos credores, afirmamos que não há atraso uma vez que o processo de pagamento já está se iniciando, e que o tempo de processamento dos referidos pagamentos é perfeitamente normal considerando que compreende mais de 18.000 pessoas em vários estados.

Entendemos também ser importante que a questão seja vista dentro do contexto de um processo que começou em 2008, com a recuperação judicial e sua posterior convolação em falência no ano de 2013.

Há um ano a atual administração foi nomeada pelo grupo de juízes que preside o processo desde o fim de 2016. Nesse ano inicial de trabalho, foram efetuadas as primeiras vendas de ativos da massa falida, compreendendo até o momento 2 usinas no Estado de Minas e diversos outros ativos.

Com o resultado das vendas ocorridas no fim de 2017, já estamos iniciando os primeiros pagamentos, o que representa um avanço, como nunca antes visto.

Inicialmente serão pagos até 5 salários mínimos aos mais de 18.000 credores trabalhistas, o que proporcionará a quitação de mais de 8.000 credores trabalhistas que possuírem créditos até 5 salários mínimos.

Tal medida visa atender o maior número de pessoas possível, com ênfase nos credores com valores menores e consequentemente mais necessitados.

Após o pagamento inicial, continuarão a ser pagos os demais credores trabalhistas na ordem prevista na Lei de Falências.

Importante ressaltar que os valores da venda das usinas quando totalmente recebidos, considerando que a venda foi a prazo, será suficiente para pagar a totalidade dos credores trabalhistas.

Assim, deixamos mais uma vez registrado que entendemos e respeitamos a frustração das pessoas que participam de um processo de falência e levamos muito a sério o drama de cada um, entretanto, é importante observar os avanços que ocorreram e que já mudaram radicalmente a face do processo de falência da Laginha.

Assim, firmes na certeza que o nosso trabalho atende aos interesses dos credores, permanecemos à disposição, fazendo a ressalva que quaisquer dúvidas ou divergências com relação a Lista de Credores Trabalhistas consolidada até 12/03/2018, poderão ser encaminhadas para o seguinte e.mail: duvidas2018listalaginha@gmail.com as quais serão analisadas.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo protegido!!