Município de Uberlândia alega dificuldades para implantar Samu, mas presidente de Consórcio garante início de atividades

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O Início das atividades do Serviço Móvel de Urgência (Samu) na região do Triângulo Norte, anunciado há mais de dois anos, ainda esbarra em alguns problemas. O Município de Uberlândia alega que a atual gestão não assumiu nenhum compromisso para a implantação e justificou, em nota divulgada no início do mês, uma série de dificuldades que impossibilitariam a adesão da cidade ao serviço.

Contudo, a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia (SRS), disse que o Município não comunicou formalmente o Estado sobre a não participação no Samu, por isso, nenhum estudo sobre o impacto ao serviço foi elaborado.

Entre os problemas pontuados pela gestão municipal está o déficit de mais de mil leitos na rede pública de Uberlândia e região – cujo contingente atual não atenderia as exigências para a implantação do Samu – e o fato de o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) não ter sido notificado oficialmente da necessidade de leitos extras para atendimento de pacientes via Samu.

Recursos

De acordo com a Prefeitura de Uberlândia, o Estado deixou de repassar mais de R$ 50 milhões de subsídio às unidades de saúde da cidade para manutenção dos serviços. Também disse que os R$ 3 milhões mensais para custeio do Samu também não foram realizados.

A falta de repasses, na visão da Prefeitura, torna inviável a implantação do sistema para atendimento da população uberlandense e dos demais 26 municípios que compõem o Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência (Cistri).

A SES esclareceu que as dívidas serão regularizadas o quanto antes e que o valor de custeio só é repassado após o efetivo funcionamento do Samu. Disse, ainda, que o valor total do convênio para aquisição de equipamentos, materiais de consumo, serviços de terceiros e veículos foi de R$ 6.805.618,11. Desse valor, já foram repassados R$ 6.098.016,90, restando um montante de R$ 707.601,21 a ser pago assim que as atividades iniciarem.

Sobre o HC-UFU, o governo disse que foram feitas verificações locais pela equipe técnica da SES juntamente aos gestores com o objetivo de verificar o grau de capacidade e complexidade do serviço e sua disponibilidade assistencial. O G1 também entrou em contato com o hospital e aguarda retorno sobre o assunto.

Com ou sem Uberlândia

O prefeito de Monte Alegre de Minas e presidente do Cistri, Último Bitencourt, contestou as afirmações da Prefeitura de Uberlândia e alegou que o Samu inicia as operações a partir de novembro com ou sem a cidade.

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“Nós não fomos oficializados dessa posição. No meu modo de pensar, como médico e prefeito, eu acredito que é desinformação do município de Uberlândia, de que vai trazer mais dificuldades. Pelo contrário! Vamos diminuir o acesso ao HC, devido aos outros polos”, disse.

Ainda segundo Bittancourt, a justificativa de déficit de leitos não impactaria nos atendimentos de pacientes encaminhados pelo Samu.

“Esses pacientes são os que vão de qualquer maneira para o HC, que a gente considera vaga zero, e são referências na região. Há pactuação entre os benefícios. Uberlândia recebe por isso”, finalizou.

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