Trabalhadores da rede estadual de ensino decidem suspender greve em MG

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Os trabalhadores da rede estadual de ensino decidiram em assembleia, nesta quarta-feira (18), encerrar a greve da categoria no estado. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), as aulas serão retomadas na próxima segunda-feira (23).

Ainda de acordo com o sindicato, a greve foi suspensa temporariamente, e a categoria vai avaliar outras formas de continuar pressionando o governo. O Sind-UTE explicou ainda que por causa do período eleitoral, o governo não pode enviar projeto de lei para Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e, com isso, o PL para pagamento do piso não poderia ser apreciado.

Os educadores estavam parados há um mês e 10 dias, desde 8 de março. De acordo com a categoria, o movimento começou porque o governo não cumpriu acordos assinados e o pagamento do piso salarial. A categoria também pede o fim do parcelamento dos salários e do 13º e um atendimento de qualidade pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

Em nota enviada na última semana, a Secretaria de Estado de Educação, disse que “o governo reafirma que cumpriu a maioria dos itens do acordo de 2015 e que está aberto a soluções que tenham viabilidade legal e contribuam para o cumprimento na íntegra do acordo firmado com os trabalhadores”.

A secretaria disse que, na noite desta quarta-feira, ainda não havia sido comunicada oficialmente sobre a suspensão da greve, mas que a volta ao trabalho dos educadores era esperada. A pasta afirmou ainda que a adesão à greve vinha caindo nos últimos dias para cerca de 5% de escolas totalmente paralisadas.

De acordo com a secretaria, houve empenho para dialogar com o movimento “buscar uma conciliação que atendesse as partes envolvidas e garantisse a regularidade do ano letivo dos estudantes da rede”. Ministério Público e Assembleia contribuíram para elaboração de um termo de conciliação, que prevê o envio de projeto de lei para concessão dos reajustes do piso de 2017 e 2018, tão logo o Governo retornasse ao limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo a pasta.

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